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DIÁLOGOS SOBRE A VIDA OU A TERCEIRA MARGEM DO RIO

Diálogos sobre a vida ou a terceira margem do rio é um processo investigativo onde o ator traz a cena uma experiência vivenciada uma situação real, e a terceira margem faz alusão a morte é a forma com que ele vai tratar esse sentimento e se desprender para dar origem a algo belo, que será o espetáculo.

Dialético e visceral já que durante todo o processo o nascimento e a morte caminharam lado a lado.

O espetáculo realizado não se repete e sua maior força está em estimular qualquer indivíduo a experimentar o teatro como espaço para encontros de memórias.

O espetáculo é parte da técnica Dramaturgia Rural e a técnica é parte do espetáculo já que o objetivo aqui não é apresentar uma obra acabada ou fechada, pelo contrário, o intuito está em investigar os processos criativos e o que existe de essencial e comum em todos eles.

Neste caso os atores e não atores são convidados a participar de Diálogos sobre a vida ou a terceira margem do rio contribuindo com suas experiências para despertar os sentidos e encontrar uma nova percepção para o mundo e os desafios do homem moderno.

Neste caso os atores e não atores são convidados a dividir com o espectador suas próprias historias em contrapartida o processo de montagem do espetáculo propõe a partir de exercícios despertar os sentidos e trazer uma nova percepção para que o ator autonomamente e com auto expressão faça sua própria leitura do mundo e atue de maneira consciente dos desafios e do seu papel enquanto protagonista das mudanças que deseja.

O ESPAÇO E A ARQUITETURA DA PERFORMANCE URBANA

O espaço público assim como nossos sentimentos estão sujeitos a alterações, já o monumento assim como a memória não. A memória ela pode está adormecida, mas continua viva, assim também o monumento, muitos deles não representa os valores compactuados pela sociedade mas continuam lá imponentes e preservando uma memória nem sempre agradável mais muitas vezes adormecidas.

É notável atualmente a crescente preocupação de alguns pesquisadores com a preservação do patrimônio material e imaterial das sociedades de forma geral.

Em diálogos sobre a vida ou a terceira margem do rio é traçado dois pontos determinantes na apresentação, o ponto inicial e o ponto final onde está o monumento. Nesses espaços os atores e não atores realizam uma composição cênica com imagens junto as do monumento, interferindo na interpretação e no olhar de quem passa. Já o espaço de trânsito que será a rua é reservada as apresentações dos monólogos criados e que irão transformar esse espaço público em lugares de memória. Assim será possível entender as experiências e as representações simbólicas em relação a transformação que a cidade passou ao longo dos anos em seu centro, e de um ponto a outro conhecer a relação das pessoas com o monumento e sua função como identidade cultural da cidade.

O espaço é parte da nossa ancestralidade, é através dele que construímos a nossa relação com o outro, ao escolher a rua como espaço de transição de um monumento a outro o fazemos por perceber o seu estado de constante transformação e poder a partir da intervenção ser alterado por quem transita nele. O ator e o espectador, a saída e a chegada ao monumento é o ponto chave onde a intervenção não busca interferir pelo contrario o objetivo aqui é questionar os valores simbólicos por detrás de um monumento.

 

OBJETIVO GERAL

Investigar e disseminar a Dramaturgia Rural colocando em prática seu processo de montagem, tendo como ponto de partida a montagem de diálogos sobre a vida ou a terceira margem do rio onde a memória particular do ator ou não ator interfere na memória coletiva dos monumentos e espaços públicos.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

– Sistematizar e investigar uma série de exercícios para serem utilizados na formação de atores do Movimento de Dramaturgia Rural

– Promover o diálogo sobre o espaço público, o monumento e sua função na construção da memória coletiva.

– Analisar o patrimônio cultural como uma “formação discursiva” que permita mapear conteúdos simbólicos, visando construir uma “identidade cultural”.

– Investigar sobre monumentos e representações icônicas e históricas da região onde são realizadas as apresentações.

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